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A Ilha de S. Miguel terá sido provavelmente a segunda a ser descoberta de
todo o arquipélago, logo de seguida à Ilha de Santa Maria. Embora a sua
descoberta seja apontada para entre os anos de 1426 e 1439 atlas geográficos do
final do Sec. XIV já apontam a conhecimento da sua existência. O Povoamento de
S. Miguel inicia-se em 1439 segundo carta régia do Infante D. Henrique que
autoriza o envio de colonos vindos de Portugal Continental, sobretudo das zonas
da Estramadura, Alto Alentejo e Algarve, da Ilha da Madeira, bem como de alguns
estrangeiros, nomeadamente, Franceses que ocupariam a zona da ainda hoje
denominada localidade de Bretanha.
A economia da ilha rápidamente se expande face à fertilidade do solo e sua
posição geográfica. A economia inicial centrada na produção de trigo, cana de
açucar e das plantas tintueiras de papel era exportadora para os mercados das
praças portuguesas no Norte de Africa e para Flandres.
Após o terremoto que atingiu esta ilha em 1522 que provocou o soterramento da
Vila Franca do Campo, a cidade, na altura sede de municipio, adquire uma
importância que a viria a tornar cidade em 1546. Em Vila Franca do Campo em 1546
os Micaelenses assistiram à derrota de uma esquadra Francesa frente aos
Espanhois quando estes disputavam o trono Vago do reino de Portugal.
Com a restauração da indpendência em 1640, S. Miguel retoma a posição de
centro comercial de destaque. Contactos com o Brasil permitiu o envio de
colónias de imigrantes.
Neste século a produção e exportação de laranja principalmente par ao mercado
Inglês trouxe enormes riquezas para a ilha. Essa época florescente da economia
Açoriana está ainda hoje bem vincada quer nos exemplos ricos de arquitectura com
seus solares a ostentar trabalhos em cantaria, azulhejos e talha quer na ainda
visivel distribuição de terras.
Na década de 30 o regime absolutista imperava em Portal. No Ano de
1831 e após desembarque das tropas liberais no porto pesqueiro da Achadinha é
iniciado o processo de organizaçãoda resistência ao regime absolutista. Viria a
ser em 1832 que o exercito cercaria o Porto e originaria a proclamação da Carta
Constitucional aclamando a rainha D. Maria II. A alteração do regime absolutista
para o regime liberal provocou convulsões sociais e económicas que uma vez
establizadas procederiam à expansão económica onde é marcante a construção do
Porto maritimo de Ponta Delgada e a introdução de novas culturas como o do chá e
do tabáco.
O desenvolvimento da pesca e agro-pecuaria e das industrias de
suporte contribuem para o relançamento económico de S. Miguel que tinha sofrido
forte revéz com a baixa de produção e exportação da laranja.
Na última década do século assiste-se igualmente á inicio da exploração da
industria de turismo constituíndo este hoje uma importante fonte de receitas
para a Ilha e região.
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